Multicloud: o que é e por que usar essa inovação?

Para as organizações focadas em inovar e que desejam desfrutar do cloud computing sem ter que apostar todas as suas fichas em apenas um único “ambiente”, as nuvens múltiplas (o chamado multicloud) são uma alternativa que mitiga riscos de indisponibilidade e busca aumentar a eficiência operacional.

Embora não sejam vistas como algo que vá otimizar a TI das empresas de forma revolucionárias, as otimizações que o multicloud entrega podem, de fato, favorecer uma empresa.

E, por mais singelas que essas melhorias possam ser, as nuvens múltiplas conseguirão satisfazer diferentes necessidades, superando os desafios impostos e trazendo as soluções que mais se adequem às suas demandas.

De qualquer modo, preparamos este artigo para apresentar os principais pontos em relação a elas. Se você possui vários softwares e precisa deixá-los operando simultaneamente para que todas as áreas do negócio funcionem bem, não perca esta leitura em hipótese alguma. Confira!

Mas, afinal, no que consiste o multicloud?

Em primeiro lugar, é preciso compreender o que são as nuvens múltiplas. Para isso, começaremos com as definições vindas da própria comunidade da tecnologia da informação.

A Technopedia, por exemplo, define o conceito como o uso de dois ou mais sistemas de cloud computing ao mesmo tempo. A implantação pode usar nuvens públicas, privadas ou uma combinação das duas, visando oferecer redundância nos casos de falhas de hardware ou software, evitando, desse modo, a dependência de apenas um único fornecedor.

CloudTech descreve de maneira semelhante, mas com detalhes adicionais sobre por que as organizações as adotam, dizendo o seguinte: “as nuvens múltiplas combinam os melhores serviços dos mais distintos fornecedores para que se possa criar uma solução apropriada para as necessidades de uma empresa”.

Essa abordagem dá às companhias maior flexibilidade, oferecendo diferentes pontos de preço e assegurando uma melhor disponibilidade acerca de suas aplicações.

Para simplificar, as nuvens múltiplas podem ser resumidas como um modelo de implantação que envolve variados serviços em cloud, oriundos de fornecedores distintos.

De acordo com o InformationWeek, essa infraestrutura emerge como resultado de uma adoção orgânica, na qual uma equipe, um departamento ou uma unidade de negócio pode optar por utilizar o AWS e o Azure (ou ainda outros) ao mesmo tempo.

Quais as diferenças do multicloud em relação às nuvens híbridas?

Por uma questão de informação e para facilitar o seu entendimento sobre as nuvens múltiplas, é interessante abordarmos as suas diferenças em relação às nuvens híbridas.

Enquanto a primeira engloba diversos serviços de variados fornecedores, a segunda integra uma nuvem pública à rede privada. Aqui, utiliza-se uma parte da infra em uma nuvem privada (servidores físicos exclusivos) com uma nuvem pública (servidores não exclusivos).

Em quais casos é indicado que uma empresa utilize as nuvens múltiplas?

Um caso comum, provavelmente um dos mais recomendados, é quando um projeto da empresa se encaixa melhor nos custos e benefícios de uma nuvem, enquanto os outros melhor se ajustam nas condições de um segundo ou terceiro serviço. Essas condições podem ser variadas como: rede, latência, data center localizado no país, entre outros.

Não ficar dependente de só um fornecedor também é um motivo pelo qual os CIOs acabam optando pelo multicloud. O aumento da disponibilidade, da flexibilidade e do controle sobre as cargas de trabalho são outras razões pela sua escolha: se um fornecedor tiver problemas, a aplicação rodará no outro.

Vale ressaltar que os ataques DDoS são ameaças recorrentes e que podem derrubar uma solução em nuvem por inteiro. No entanto, essa alternativa nem sempre é a mais indicada, pois tudo depende das necessidades do negócio.

Se a organização quiser manter os seus dados críticos em sua infraestrutura interna, a nuvem híbrida é a opção mais adequada e também é mais apropriada para quem não queira dar complexidade ao seu ambiente: quanto mais fornecedores, mais complexo ele será.

Quais são os desafios ao utilizar as nuvens múltiplas?

Como em qualquer outro empreendimento de TI, a utilização das nuvens múltiplas envolve desafios que podem “destruí-la” se não houver um planejamento pertinente.

Os CIOs devem estar atentos a duas questões-chave: a escolha de bons fornecedores e a migração inicial, principalmente se você estiver fazendo um movimento significativo de um centro de dados tradicional para os vários ambientes em nuvem.

Não menos importante está a compreensão no que corresponde às potenciais plataformas em termos de segurança, conformidade e preços, por exemplo.

Entenda que nem todos os serviços ou fornecedores são iguais. Assim sendo, os obstáculos começam a partir do momento em que você tem que lidar com diferentes portais de gerenciamento.

Sem um controle bem instituído, os problemas e as dificuldades virão, disso não há a menor dúvida. Ao permitir que isso aconteça, prepare-se, pois eles podem gerar inúmeros prejuízos.

É é justamente por essa razão que os gestores de TI precisam buscar as soluções dos maiores e melhores provedores de cloud do mercado, encontrando uma forma de centralizar a gestão de todos os serviços contratados em somente um único local.

Só assim é que os responsáveis pelo departamento conseguirão ter uma visão clara e geral de todos os ambientes, os controlando adequadamente e fazendo com que as nuvens múltiplas tragam os resultados que tanto se espera.

Para concluir, é válido salientarmos que os “observadores de plantão” dizem que a sua adoção está sendo bastante impulsionada pelo fator da disponibilidade. Ao optar por essa metodologia, você acaba reduzindo os riscos de inatividade nos casos em que ocorrer um impedimento em algum dos serviços.

Além disso, há outros benefícios a considerar e que também estão contribuindo para essa tendência, como:

  • redução de custos;
  • melhora da segurança;
  • baixa latência;
  • poder de escolha;
  • aumento da confiabilidade;
  • otimização custo-desempenho;
  • melhor retorno sobre o investimento (ROI).

Isso sem contar que, com a elaboração de um bom plano de desastres, sua companhia se tornará mais resistente do que nunca. Mas não se esqueça: contrate um fornecedor que seja reconhecido pelo mercado e que utilize as melhores ferramentas do setor. Isso é muito importante!

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