Qual a melhor forma de fazer gestão na nuvem?

A gestão na nuvem é algo com a qual muitas empresas agora têm que lidar, uma vez que praticamente todos os negócios têm alguma forma de utilização de recursos e serviços virtualizados. Na verdade, é um desafio que já ocorre há alguns anos.

Em 2016, um estudo da Cisco já apontava que 69% das organizações que migraram algum elemento de suas infraestruturas tecnológicas para a nuvem ainda não lidavam com isso de maneira estratégica.

Segundo os especialistas, essas empresas atuavam com pouca especialização e com ativos autogerenciados — o que reduz bastante o aproveitamento dos investimentos.

Uma vez que se toma a decisão de gerir negócios a partir da nuvem, deve-se fazer de uma maneira consciente e com uma nova visão de uso da tecnologia. Como administrar operações e aproveitar oportunidades de mercado se a virtualização não é vista como uma estratégia? Neste artigo, resolvemos trazer essa reflexão.

Aqui, além de saber em detalhes o que é gestão na nuvem, você vai ver algumas dicas para realizá-la da melhor maneira possível.

O que é gestão na nuvem?

Basicamente, gestão na nuvem refere-se à prática da utilização de infraestrutura, sistemas, recursos e serviços baseados em computação em nuvem para administrar um negócio.

Não importa se o empreendimento está 100% amparado pela virtualização ou se a migração é parcial. Contar com soluções virtualizadas na operação e/ou na estratégia em si é fazer gestão na nuvem.

O que diferencia as empresas que fazem isso de uma maneira eficiente das que ainda estão se adaptando a essa nova realidade é a consciência.

Com o avanço das ofertas de aplicações em nuvem, muitos negócios estão apenas inserindo recursos em seu dia a dia e acabam atuando de maneira intuitiva. Logo, muitas vezes, não conseguem visualizar resultados palpáveis.

É correto afirmar que uma empresa que faz uma boa gestão na nuvem é aquela que consegue extrair retornos dos seus investimentos em recursos virtualizados.

Também está certo dizer que as empresas que logram esse estado de excelência são aquelas que controlam seus ambientes virtuais com eficiência, escolhem boas ferramentas de gestão na nuvem (e utilizam suas funcionalidades da melhor forma possível).

Além disso, estamos falando de novas maneiras de explorar os benefícios dessa abordagem (mobilidade, redução de custos, fácil escalabilidade etc.) com estratégia e foco em resultados.

Como fazer uma boa gestão na nuvem?

Dito isso, vamos agora a uma série de passos que pode ajudá-lo a ter uma excelente gestão na nuvem em seu negócio:

1. Defina as necessidades da empresa antes de migrar para a nuvem

Não é possível chegar a um patamar de estratégia se os recursos de nuvem (softwares, equipamentos, infra, serviços etc.) são inseridos sem um levantamento prévio de requisitos técnicos e de negócio.

É assim com qualquer investimento empresarial. No entanto, na ânsia de modernizar a TI, muitos negócios deixam de fazer essa “lição de casa”. Daí que a prática de aquisição de sistemas como serviço (SaaS), sem que o departamento de tecnologia saiba, já se transformou em um fenômeno — o chamado Shadow IT, ou TI invisível!

Para escolher um tipo de armazenamento de dados (em nuvem pública, privada ou híbrida), por exemplo, é fundamental verificar quais recursos a empresa já dispõe. Isso pode ajudar, inclusive, a evitar gastos desnecessários.

2. Faça uma pesquisa profunda antes de contratar um provedor

O mercado de computação em nuvem tem crescido vertiginosamente. Há provedores para todos os gostos e bolsos. O desafio agora é separar o joio do trigo.

Antes de firmar contrato com o primeiro provedor que oferecer um pacote de serviços, é interessante pesquisar. Para tal, é fundamental ir além do discurso comercial dos potenciais fornecedores.

As empresas mais bem-sucedidas em suas parcerias são aquelas que fazem benchmarking, pedem referências a quem já utiliza um determinado serviço e — muito importante — fazem “degustações” antes de fechar negócio.

Uma boa dica é reunir informações de no mínimo três provedores para avaliar os diferenciais de cada um e determinar qual deles melhor atende às particularidades do negócio.

3. Fique atento ao acordo de nível de serviço (SLA)

Outro ponto muito sensível na hora de criar uma estratégia de gestão na nuvem é o chamado acordo de nível de serviço. Ele é conhecido normalmente pela sigla SLA (do inglês Service Level Agreement).

O SLA é um documento assinado entre o provedor e a empresa cliente. Nele estão descritos detalhadamente quais serviços serão fornecidos e quais padrões de desempenho deverão ser cumpridos por ambas as partes.

É nesse documento que estão definidos, por exemplo, os horários de atendimento do suporte. Em muitos casos até as multas que as partes deverão pagar, caso não cumpram com suas obrigações, estão especificadas ali.

4. Certifique-se de qualificar sua equipe para lidar com a nuvem

Também é fundamental que a empresa prepare sua equipe para lidar com o leque cada vez maior de recursos da computação em nuvem.

Normalmente, os empresários pensam que os recursos virtualizados são preocupações apenas do departamento de tecnologia. Não é bem assim.

Tanto os usuários quanto as lideranças e a alta hierarquia devem ser capacitados para lidar com a gestão na nuvem. Logicamente, cada qual dentro das suas atribuições.

A capacitação do time abarcar desde fatores como segurança da informação até a forma com que devem assinar o serviço de suporte do provedor. Ou seja, estamos falando de uma nova cultura organizacional — uma vez que a maneira como a tecnologia será empregada e utilizada mudará significativamente.

Sua empresa já faz gestão na nuvem de maneira estratégica?

Para finalizar, é importante pontuar que a nuvem não é uma tendência. Ela é uma realidade. De acordo com o Global Cloud Index (2015-2020), relatório produzido pela Cisco, até 2020, o tráfego de recursos virtualizados deverá consumir praticamente a totalidade das capacidades de data centers em todo o globo. Ou seja, em pouco tempo esse será o único sinônimo de computação existente.

Sendo assim, ter uma boa gestão na nuvem já não é mais um diferencial. As organizações que ainda não se deram conta disso estão atrasadas num mercado cada vez mais competitivo e exigente.

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