5 tendências de TI que todo CIO precisa dominar

5 tendências de TI que todo CIO precisa dominar

Vivemos uma época em que as mudanças de tecnologia acontecem cada vez mais rapidamente, o que causa constantes mudanças no comportamento do consumidor. Sendo assim, acompanhar as tendências do cenário digital é muito importante para quem é CIO e outros líderes de TI nas empresas.

O grande desafio é conseguir acompanhar todas novidades e ficar atualizado em relação às tecnologias emergentes dentro de uma rotina agitada e corrida.

Pensando em facilitar a sua vida, escrevemos este artigo que aponta 5 fortes tendências do cenário digital e por que quem é CIO deve estar atento à elas. Vamos começar?

1. Machine Learning

Machine learning está por todos os lados hoje em dia e é quase garantido de que você já utilizou algum produto que se aproveita dessa inovação.

Explicando de uma forma simplificada, trata-se do processo de utilizar algoritmos para a coleta de dados, aprendizagem com esses inputs e a realização de uma previsão ou escolha sobre algum assunto determinado. Através de machine learning, muitas tarefas rotineiras com um elevado grau de repetição podem ser automatizadas por máquinas. Ou seja, é possível passar as informações necessárias e ensinar os passos da atividade a ser realizada, para que esse tempo de seus funcionários seja melhor aproveitado.

Embora as possibilidades sejam enormes e existam algumas vertentes mais complexas como o deep learning, em que são desenvolvidas redes neurais artificiais para a definição de previsões e decisões com maior grau de variabilidade, a ideia geral se mantém.

Com isso, os exemplos de grandes empresas que utilizam machine learning em seus produtos já é extenso. Podemos citar as ferramentas de busca, como Google e Bing, que utilizam algoritmos para tanto aperfeiçoar os resultados de buscas de usuários quanto recomendações “auto-complete” que termina de preencher o termo que você está prestes a buscar.

Mais dois exemplos icônicos seriam a Amazon e Netflix que utilizam os algoritmos para realizar sugestões. No caso da Amazon, com base nos dados de histórico de compras e pesquisas, são feitas recomendações de novos produtos a serem consumidos. Com a Netflix a lógica é a mesma, em função das séries e filmes que você assistiu, realizam sugestões de outras obras a serem assistidas.

2. Cloud Computing

É bastante comum de se ouvir hoje sobres atividades sendo realizadas na nuvem, seja movimentação de aplicativos, arquivos ou gerenciamento de aplicativos. O conceito por trás dessa tecnologia é que a localização dos servidores em que os dados estão sendo armazenados não é conhecido e, por isso, o termo “nuvem”.

Pode ser que seu arquivo esteja em um servidor no próprio país quanto em outro continente. O que realmente importa é que todos os arquivos estarão disponíveis a qualquer hora pela internet.

A disponibilidade é a primeira vantagem de migrar um sistema para a nuvem, pois além de poder ser acessado a qualquer momento, também é possível encontrar em qualquer computador. Outra vantagem é a elasticidade de capacidade, caso seja necessário um maior nível de armazenamento, a única ação exigida é solicitar um upgrade.

Devido a essas vantagens, é fácil verificar que as grandes empresas já estão fazendo investimentos em cloud computing. Empresas como Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud Platform são alguns dos principais players desse segmento, mas outros fornecedores, com opções mais personalizadas e diferentes atrativos, também entregam soluções de qualidade na nuvem.

Com essa tendências, surgem também oportunidades para quem é CIO, como serviços especializados em segurança dos dados para esse modo específico de armazenamento ou grandes quantidades de dados. Já que uma quantidade maior de dados, de todos os tipos de fontes e confidencialidades serão colocados em nuvens com o passar do tempo, os ataques cibernéticos, de pessoas mal intencionadas, também tendem a aumentar.

3. Realidade Virtual e Realidade Aumentada

A realidade virtual é uma tecnologia de interface que simula um ambiente virtual. O mais comum no momento é que ofereça estímulos visuais através de um aparelho visual específico, mas também pode oferecer estímulos sonoros e até mesmo táteis.

Os óculos de realidade virtual estão ficando cada vez mais populares e existem algumas iniciativas que chamam mais atenção. O Google Glass, por exemplo, não teve muito sucesso em sua primeira tentativa ao público em geral devido a problemas de privacidade; Spectacles do Snapchat também é uma iniciativa que chamou a atenção e, por fim, o HoloLens da Microsoft, que teve seu enfoque até então mais voltado ao mercado B2B, tem mostrado funcionalidades extremamente interessantes.

Outro ponto importante de se destacar é que, até o momento, as experiências de realidade virtual disponíveis ao público são experiências solitárias, em que apenas uma pessoa participa desse mundo. A tendência é que em um futuro próximo a imersão nesse universo seja em conjunto, de forma que através da internet várias pessoas possam interagir. As possibilidades para essa tecnologia, nesse caso, crescem exponencialmente.

Por um outro lado, existe também a tecnologia de Realidade Aumentada que possibilita a interação entre o mundo real e o mundo virtual. O exemplo mais notório e recente é o jogo Pokemon Go, que se tornou febre mundial. Neste caso, o mundo era visto através da camera do celular e os pokemons, que são os componentes virtuais do jogo, eram adicionados ao cenário e o usuário poderia interagir.

A realidade virtual se torna ainda mais imersiva quando os óculos de realidade virtual são utilizados da mesma forma. O próprio HoloLens da Microsoft, que foi citado, tem demonstrado funções interessantes para análise de componentes de carros ou até mesmo para realizar simulações de operações e cirurgias médicas. Com o aperfeiçoamento do nível de detalhes dessa tecnologia, as aplicabilidades serão imensas para o CIO.

5. Chatbots

Há quem pense que os chatbots são simples programas feitos para responder perguntas de usuários ou clientes de forma automatizada, mas, na verdade, são mais do que isso. Além de gerarem respostas, eles possuem tecnologia de inteligência artificial e machine learning integrados, o que quer dizer que também tem capacidade de aprendizado e aprimoramento em tempo real, o que faz reduzir diversos custos dentro das empresas.

Os chatbots estão em alta no cenário digital e são muito utilizados nas diferentes etapas do funil de jornada do cliente, ajudando tanto a obter informações de usuários quanto automatizar e acelerar processos. Por isso, podem atuar na área de atendimento ao cliente, relacionamento com usuário e até mesmo relacionamento com funcionários dentro da empresa. Em relação a onde se encontram, atualmente, é comum encontrar os chatbots funcionando no Messenger do Facebook ou nos chats de lojas virtuais.

Com isso terminamos nossas dicas sobre as tendências no cenário digital que são necessidades a serem conhecidas por qualquer CIO. Abordamos tecnologias que, com certeza, só serão faladas cada vez mais com o tempo e suas aplicações ainda irão nos surpreender. O que achou? Tem alguma tendência que você adicionaria a essa lista? Conte para a gente nos comentários!

Saiba como fazer restauração de backup na sua empresa

Saiba como fazer restauração de backup na sua empresa

Embora muitas pessoas não saibam, uma das rotinas mais sensíveis nos processos de TI de uma empresa é a restauração de backup. Isso porque várias coisas podem dar errado e pôr em risco a continuação das operações do negócio.

Pensando nisso, no post de hoje, mostramos quais os principais cuidados você deve tomar para garantir que a restauração de suas cópias de segurança possam ser feitas sem que haja nenhuma surpresa desagradável. Continue a leitura e confira!

Backup

Você provavelmente sabe o que é a rotina de backup, mas, no mundo da tecnologia que evolui constantemente, sempre é bom rever alguns conceitos. A rotina de backup trata da criação de cópias de segurança para serem utilizadas em caso de eventualidades.

Os problemas que podem ocorrer, e levar você a precisar de um backup, são diversos. Entre eles, podemos listar: invasão de hackers que destrua suas informações ou sequestrem os dados por meio de um ransomware; inundação na sala do servidor; incêndios; falhas humanas, entre outros.

Fases do backup

As fases de uma rotina de backup podem ser divididas em três: criação das cópias, armazenamento e restauração. Todos são pontos que devem ser tomados de atenção para evitar qualquer problema, mas a restauração pode, muitas vezes, ser bem crítica.

Criação de cópias

Nessa primeira fase da rotina de backup, você deve decidir o que será copiado. Muitas das informações não necessitam de cópias, pois não são essenciais. Contudo, outras são de extrema importância.

Pode-se optar por realizar cópias em períodos de tempo menores, para as informações mais cruciais, e com uma menor periodicidade para dados que não tenham muita relevância. Lembre-se que a rotina de backup tem um custo, então, fazer cópia de tudo, a todo momento, não é uma boa estratégia.

Armazenamento

Essa é a fase da escolha dos locais para guardar suas cópias de segurança. A estratégia de armazenamento de sua rotina de backup deve ser bem trabalhada, e a melhor opção é manter mais de uma cópia.

Cada uma dessas cópias deve ficar em um local diferente, utilizando-se de várias formas de armazenamento para garantir a possibilidade de restauração. Imagine que você tenha o servidor e o backup em um mesmo local. Caso ocorra um incêndio, você perde os dois, ao mesmo tempo, sem possibilidade de restauração.

Restauração

Atividade crítica, é a fase na qual algum problema ocorreu com seus sistemas e você precisa utilizar sua cópia de segurança para restaurar dados e informações perdidos.

É nesse momento que muitas empresas se dão conta de que suas cópias de backup não são funcionais por uma série de motivos, como demora para restaurar ou dados corrompidos. Infelizmente, muitas vezes, já é tarde demais para que se possa tomar alguma providência.

Tipos de backup

A depender do tamanho das informações a serem salvas pela empresa e quais seus principais objetivos, existem tipos de backup diferentes que podem ser aplicados, a saber:

  • completo — todos os dados são copiados e enviados ao backup;
  • incrementais — são verificadas a data e a hora do último backup, e apenas novos arquivos são salvos;
  • diferenciais — verifica se houve alterações e salva somente os arquivos modificados;
  • delta — inicia como um backup delta e, após a primeira cópia, funciona como um diferencial.

Restauração de backup

Para que você não tenha problemas em relação à sua rotina de backup e à necessidade de restauração dos seus dados, a seguir, vamos passar alguns cuidados necessários a essa prática.

Divisão de cópias

Criar um backup único para todos os dados de sua empresa é uma péssima ideia. Você deve levar em consideração a quantidade de informação que deve ser produzida todos os dias e quais são as prioridades de cópia delas.

Informações essenciais ao negócio devem ser separadas de informações menos relevantes, criando uma série de cópias divididas. Essa abordagem fará com que o tempo de restauração diminua muito, e a disponibilidade do seu servidor seja maior.

Periodicidade

O principal objetivo do backup é impedir a parada das operações de uma empresa. Caso algum desastre aconteça, basta realizar a recuperação dos dados e continuar operando. O problema surge quando suas cópias não estão atualizadas. Assim, ao realizar a restauração de backup, não há como recuperar boa parte dos dados atuais, gerando uma série de problemas e, até mesmo, prejuízos financeiros.

Testes constantes

Uma alternativa válida para manter seus backups funcionais, a todo instante, é a realização de testes de validação para verificar se é possível fazer a restauração das cópias sem nenhum tipo de impedimento.

Implantar uma rotina de testes de backup garante que os dados não estejam corrompidos no momento que sua empresa necessite realizar uma restauração, evitando maiores dores de cabeça.

Criação de versionamentos

Uma prática realizada em muitas companhias, para poupar espaço de armazenamento, é deletar a cópia de segurança anterior ao criar uma nova. O problema dessa rotina é que, nesse momento, você ainda não sabe se a nova cópia é funcional.

Se por acaso tiver ocorrido algum problema na criação do backup e você precisar de uma cópia funcional, não há como recuperar a anterior. Logo, para minimizar transtornos, a melhor prática é criar versionamentos, mantendo os backups anteriores salvos.

Armazenamento

Como dito, é preciso se preocupar com a escolha do local e do tipo de armazenamento utilizado para os seus backups. Existem diversas opções seguras no mercado, como discos rígidos externos, fitas magnéticas e, até mesmo, computação em nuvem.

O ideal é haver mais de um ponto de armazenamento, e, pelo menos, um deles estar localizado em um ambiente externo à empresa, evitando qualquer problema que possa vir a comprometer o backup.

Falhas na restauração

O backup é uma segurança para a empresa e garante que, ao passar por qualquer imprevisto que comprometa seus dados, ela poderá restaurá-los e manter suas operações normalmente, sem prejudicar a disponibilidade dos seus serviços.

Quando uma restauração de backup demora para ser realizada, ou, até mesmo, não é mais possível, a empresa pode enfrentar uma série de consequências. Em um primeiro momento, a falta de produtividade pode levar ao simples prejuízo.

Após um tempo sem resposta da restauração, a imagem do negócio poderá sofrer danos mais sérios, com a desconfiança dos seus clientes em relação à sua competência. Em caso de impossibilidade de restaurar suas informações, uma empresa pode encerrar suas operações.

Por tudo isso, a restauração de backup é essencial para que as informações do seu negócio estejam realmente seguras e não apenas passando por uma rotina custosa que não seja capaz de corresponder em uma hora de necessidade. Siga os cuidados aqui descritos e seu backup sempre será funcional.

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Gestão da Inovação: 7 melhores práticas para o setor de TI

equipe de gestão de inovação

A gestão da inovação já é uma prática comum em empresas que reconhecem que precisam evoluir para não serem levadas por ondas disruptivas. Ainda que algumas mudanças sejam uma tendência de uso, é importante que gestores, principalmente os de TI, fiquem atentos ao mercado e aos seus clientes para identificar oportunidades.

Se, por exemplo, as gravadoras tivessem reconhecido o potencial revolucionário do mp3 quando ele começou a ser procurado por usuários, elas poderiam ter tirado mais proveito de uma nova forma de distribuição. O que só aconteceu anos depois.

Isso provavelmente ocorre porque algumas empresas acreditam tão cegamente no seu negócio que não param para pensar em como modernizá-lo. Para que essa falha não aconteça, é mais do que necessário adotar uma gestão de inovação eficiente.

Neste post vamos destacar a importância dessa iniciativa e mostrar sete boas práticas que você pode seguir.

1. Entenda por que investir na gestão da inovação em TI

A área de tecnologia da informação é um dos segmentos que mais se transforma e nele as mudanças ocorrem de forma muito mais rápida do que em outros setores. Isso tem explicação. Uma delas está relacionada ao volume de informações produzidas e compartilhadas na atualidade e à necessidade de desenvolver estruturas que comportem toda essa demanda.

Imagine como seria ineficiente esperar que uma estrada antiga, com apenas uma faixa, conseguisse atender ao aumento do fluxo de carros sem que fosse realizada uma obra que ampliasse a via?

O mesmo acontece com o tráfego de dados e o data center. Se não são projetados para atender à crescente demanda, podem ficar obsoletos em pouco tempo. E ter essa visão estratégica é responsabilidade de quem cuida da gestão da inovação, pessoa que deve estar sempre com o olhar no futuro.

2. Fique atento às tendências de TI

Outra peculiar sobre as soluções de tecnologia é que cada uma delas tem uma curva de amadurecimento e, depois de certo ponto, tendem a ser substituídas, pois as demandas já não são as mesmas. Por conta dessa característica, é importante que a gestão da inovação esteja atenta às tendências e ao que é preciso evoluir em TI.

É por meio da tecnologia que os processos, serviços e produtos são aprimorados. Quando ela é incluída em um processo, a empresa ganha em produtividade. Se auxilia na realização de um serviço, a experiência do cliente é aperfeiçoada, o que é ótimo para o negócio. E quando é usada em um produto, abre novas fronteiras e pode virar exponencial.

3. Saiba como colocar o plano em prática

Já se foi o tempo em que ideias surgiam isoladas em uma organização. Hoje existem metodologias e processos para implementá-las. A gestão de inovação se tornou uma nova área de conhecimento e, com isso, traz teorias de várias outras áreas, como engenharia, tecnologia da informação, gestão de projetos, entre outros.

A primeira coisa que você deve saber é que toda demanda de gestão da inovação exige um esforço de convencimento dentro da própria empresa, tanto dos diretores como do seus pares. Portanto, comece disseminando a ideia e o seu conceito. Em seguida, você tem que encarar essa missão como um projeto, identificando as fases e tarefas, e dividindo isso com a sua equipe.

4. Aplique a inovação no seu cotidiano

Lembre-se sempre de que se você está pleiteando uma área ou grupo de trabalho para gestão da inovação; você deve incluir o hábito de pensar nisso na sua rotina. Destine algum tempo do seu dia para pensar em como melhorar seu próprio processo e incorporar novas ideias.

Tenha em mente, ainda, que você só irá convencer as pessoas com dados concretos. Colete dados da base de clientes, do mercado, de projetos e de processos. E por fim mostre que a inovação pode trazer um valor concreto para a empresa, como a redução de custos.

5. Identifique os problemas da sua empresa

Faça um experimento. Coloque algumas pessoas em uma sala e diga que elas têm alguns minutos para solucionar um problema. A necessidade é criar um controle remoto com apenas um botão. No início, elas dirão que é impossível, mas em seguida tentarão criar algo diferente do que conhecem para cumprir a exigência.

As inovações, geralmente, surgem de problemas, como fazer algo com um custo menor e menos gente para ganhar competitividade no mercado. Então analise qual é o problema na sua empresa, pense em formas de resolver e (muito importante) olhe para os seus consumidores. Como eles interagem com o produto, como eles buscam satisfazer as próprias necessidades. Com isso em mente, o próximo passo é desenhar o projeto.

6. Formalize as ideias geradas

Como falamos anteriormente, as ideias não aparecem mais soltas, elas precisam ser geradas de uma forma estruturada. Para isso, hoje em dia existe a metodologia de design thinking que cria um fluxo para que essas ideias atendam ao problema a ser corrigido ou ao aprimoramento do processo.

É preciso criar um ambiente que favoreça a criatividade e não intimide as pessoas de terem ideias. O processo deve ser mais colaborativo do que individual e contar com uma equipe multidisciplinar.

7. Selecione e desenvolva as melhores ideias

Essa é a parte em que os egos se chocam, por isso é importante ter um trabalho construtivo, do qual todos se sintam parte. A seleção das ideias pode se dar de forma democrática ou por votação de um comitê.

No entanto, é preciso existir uma coerência entre o projeto e o quanto a empresa tem para investir nele (mais ou menos um mundo ideal x mundo real). Para isso, existe outra forma prática de tomar uma decisão, classificando-os em quanto de esforço demandam versus resultados que podem trazer.

Se você colocar isso em uma matriz e cruzar essas duas características, verá quais projetos devem ir para frente e quais devem ser deixados de lado. Só não os descarte ainda, porque eles podem ser concretizados depois.

A gestão da inovação do setor de TI pode ser mais fácil do que você imagina, já que o mercado como um todo vem passando pela transformação digital. Portanto, esse é o momento para sugerir essa iniciativa na sua empresa.

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Leia mais: Gestão de vulnerabilidade: entenda por que é essencial

As 9 tendências de TI para 2018 que você precisa conhecer

As 9 tendências de TI para 2018 que você precisa conhecer

A Gartner — empresa referência de consultoria em tecnologia  realiza anualmente um evento sobre tendências de TI para mostrar o que pode se tornar realidade nos próximos anos. As previsões se baseiam no quanto as tecnologias podem ser disruptivas e por isso são tão relevantes para quem trabalha na área.  

Essas mudanças afetam diretamente as empresas no mundo todo, já que hoje a transformação digital é um diferencial competitivo. O Brasil ainda tem que avançar bastante nesse ponto. Segundo o Índice Nacional de Inovação feito pela Universidade de Cornell, em parceria com a escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o país ocupa a 69ª posição entre as 130 economias analisadas. 

Para os executivos da Gartner, as novas tecnologias são estratégicas e essenciais para quem quer inovar no mercado. Então, para facilitar o entendimento do assunto, separamos neste post as 9 maiores tendências de TI para 2018. Acompanhe e conheça!

1. Inteligência artificial na base de tudo

A inteligência artificial já está no mercado e será cada vez mais a base para sistemas que aprendem sozinhos. Isso vai potencializar a tomada de decisão, a experiência dos clientes e reinventar os modelos de negócio nos próximos anos.

No entanto, para conseguir chegar lá, alguns preparativos têm que começar hoje. Entre eles, destaca-se o treinamento de equipes com habilidades específicas e voltadas para a criação de modelos e algoritmos. Outra iniciativa essencial é investir na integração e preparação de centros de dados que suportem a operação.

2. Aplicações inteligentes e analytics aumentada

Com sistemas dotados de inteligência artificial, as aplicações que fazem o intermédio entre eles e os usuários também terão que ter algum tipo de IA. Algumas combinarão inteligência artificial e machine learning para agregar mais valor ao dia a dia dos profissionais.

A “analytics aumentada” que estará nessa camada intermediária promete transformar o trabalho humano com o aprendizado da máquina, automatizando a preparação dos dados e descobrindo visões aprofundadas. Esse aprendizado ampliará as possibilidades do trabalho humano sem a pretensão de substituí-lo, como muitos temem. 

3. Coisas inteligentes

Após a evolução da internet das coisas e com a chegada da IA, os objetos poderão realizar tarefas de forma cada vez mais autônoma ou semiautônoma. Isso também fará com que as empresas invistam mais em seus bancos de dados e infraestrutura. 

Um bom exemplo é o carro do Google, que dirige sozinho. Outro é um aparelho doméstico que usa o acesso ao computador e aprendizado para limpar uma casa sem precisar dos comandos de seu proprietário.

4. Gêmeo digital

Tudo o que uma empresa possui no ambiente físico será replicado no mundo digital. Na primeira etapa dessa evolução tecnológica, a representação virtual terá como objetivo simular o objeto real para melhorar operações e fazer com que as empresas economizem recursos antecipando problemas.

Em uma segunda fase, a ideia é que o objeto real se conecte com o virtual para que os insumos e dados sejam transferidos diretamente e em tempo real. O potencial dessa evolução se reflete em médicos proferindo um melhor diagnóstico aos pacientes e em melhorias para uma cidade inteira.

5. Edge Computing

Como você deve ter percebido, algumas tendências de TI estão interligadas. É o caso da tecnologia Edge Computing, uma tipologia de computação em que o processamento de dados, coleta e a distribuição de conteúdos estarão próximos das fontes de informação.

Isso vai acontecer porque necessitam cada vez mais de respostas rápidas para os seus processos de tomada de decisão autônoma, a exemplo do carro que já citamos. Assim, as empresas que ainda não têm cloud computing terão que dar saltos ainda maiores para entrar nessa onda. 

6. Plataformas de conversação

As plataformas de conversação também estão mudando a maneira como os usuários interagem com o mundo digital. Em vez do usuário ter de se adaptar à linguagem do computador, agora a responsabilidade por compreender a mensagem fica com a máquina.

Em alguns anos, veremos essas plataformas se tornando o principal meio de comunicação com o mundo digital. Elas terão hardware dedicado e estarão no ‘core’ de aplicações ou sistemas. 

7. Blockchain

Essa tecnologia começou no setor financeiro, mas nos próximos anos poderá ser expandida tanto para as grandes empresas quanto para as startups. Hoje ela é uma espécie de livro de registro virtual e compartilhado para garantir a segurança das transações via moeda virtual. Ela promete ser a mais disruptiva das tendências que apresentamos até agora. 

A Blockchain passará de um simples suporte de infraestrutura para criptomoedas e se transformará em uma plataforma de transformação digital. Apesar de ser uma evolução a longo prazo, as empresas podem começar a entendê-la hoje para enxergar oportunidades no uso dessa tecnologia. 

8. Foco em eventos

Os eventos já existem nos negócios digitais de uma forma simples, como uma simulação de uma compra em um site. Agora, com outras tendências combinadas a eles  como a internet das coisas , os eventos mais complexos poderão ser identificados de forma mais rápida e assertiva. 

Para que uma empresa seja focada em eventos nos próximos anos, só a tecnologia não será suficiente. É preciso, também, uma mudança na gestão e preparo da equipe que analisa e arquiteta o planejamento desses eventos. 

9. Adaptação contínua do risco e da confiança

Por último, temos o que vem sendo chamado de CARTA – Continuous Adaptive Risk & Trust. Hoje, existem inúmeros ataques cibernéticos voltados para as grandes empresas. Imagine isto em um mundo ainda mais dependente da tecnologia?

Para evitar problemas, os gestores de segurança da informação terão que dedicar tempo para estudar os avanços nesse sentido. As infraestruturas de segurança também devem estar preparadas para analisar riscos e confiança com respostas mais rápidas, em tempo real. 

Vem muita mudança e tendências de TI por aí, não é mesmo? A melhor maneira de se preparar para elas é olhar para o que a sua empresa tem hoje e analisar se a infraestrutura suportará ou não essas mudanças.

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